O endividamento das famílias brasileiras voltou a crescer em 2025. Segundo dados recentes, 78,9% dos lares no Brasil possuíam algum tipo de dívida em dezembro, contra 76,6% no ano anterior. Esse aumento confirma uma tendência preocupante: o crédito está mais presente no dia a dia, mas nem sempre é usado da forma mais saudável.
Mais preocupante ainda é o principal responsável por esse cenário: o cartão de crédito.
O impacto da inadimplência: quase 30% das famílias em atraso
Outro dado alarmante é que quase 30% das famílias brasileiras encerraram o ano com contas em atraso.
Isso indica um problema estrutural: muitas pessoas conseguem acesso ao crédito, mas não a crédito sustentável.
Ou seja, o problema não é o crédito em si, é o tipo de crédito utilizado.
O erro mais comum: usar o crédito mais caro primeiro
Existe uma ordem de custo no crédito. Do mais caro para o mais barato, geralmente segue este padrão:
- Cartão de crédito (rotativo e parcelamento da fatura)
- Crédito pessoal não consignado
- Carnês e financiamentos com juros elevados
- Crédito consignado
A maioria das pessoas utiliza justamente as opções mais caras primeiro, aumentando o risco de endividamento.
O crédito consignado como alternativa mais segura
O crédito consignado se destaca por três vantagens principais:
Taxas de juros significativamente menores
Como o pagamento é descontado diretamente da folha, o risco é menor — e os juros também.
Maior previsibilidade financeira
As parcelas são fixas e não sofrem variações inesperadas.
Menor risco de efeito “bola de neve”
Diferente do cartão, não existem juros rotativos que crescem indefinidamente.
Para servidores públicos, essa modalidade é uma das formas mais inteligentes de acessar crédito quando necessário.
Como evitar o endividamento em 5 passos práticos
1. Evite parcelar despesas recorrentes no cartão
Parcelamento deve ser usado com estratégia, não como extensão da renda.
2. Nunca pague apenas o mínimo da fatura
Isso ativa o rotativo e multiplica a dívida rapidamente.
3. Prefira crédito com juros menores quando necessário
Isso reduz o custo total da dívida.
4. Tenha clareza sobre sua margem financeira mensal
A parcela deve caber no orçamento com folga.
5. Use o crédito como ferramenta, não como complemento de renda
Conclusão: o problema não é o crédito, é o custo do crédito
O aumento do endividamento no Brasil mostra que o acesso ao crédito cresceu. No entanto, a escolha da modalidade certa faz toda a diferença entre manter a saúde financeira ou entrar em um ciclo de dívidas.
O cartão de crédito, apesar de conveniente, é uma das formas mais caras de crédito disponíveis. Já modalidades com juros mais baixos e parcelas previsíveis oferecem maior segurança e controle.
Tomar decisões financeiras mais inteligentes começa com uma escolha simples: optar por crédito sustentável.
